Comentários, likes e outras efemeridades.

Atualidade -

A interação nas redes sociais – ou a ausência desta dela – influencia em massa a posição da marca. Parece exagero, mas uma resposta simpática a um comentário pode, indiretamente, ser um factor de no processo de decisão de compra de um cliente. É mais fácil escolher uma marca que foi, de alguma forma, “simpática” para nós, por e simplesmente porque nos lembramos dela primeiro.

De facto, 46% por cento dos consumidores afirmam que a probabilidade de alterarem as suas marcas de consumo é maior, comparativamente há 10 anos atrás. O uso das redes sociais é crucial para manter as pessoas leais às marcas, além de gerar lucro ou ganhar mais clientes.

Mas, afinal, como deve uma marca comportar-se e conversar nas suas comunidades?

  • Promover participação da audiência – Não esquecendo que somos todos pessoas, é óbvio pensar que falamos de pessoas para pessoas, independentemente do tom que a marca adopta nas suas comunidades. Tendo isto em conta, gostamos naturalmente de interagir com os nossos iguais, e não com alguém que se faz passar por edifício de uma multinacional. Há muita coisa a ser feita no que diz respeito ao engagingcom o público, e as redes sociais pedem essa resposta em quase todas as suas ferramentas. Incentivar as pessoas a partilhar algo connosco nos comentários, seja a nível pessoal/emocional ou algo de carácter mais descontraído, a divulgar a página/publicação em troca de prémios, e até encorajar os utilizadores a criar conteúdo próprio.
  • Não viver “só” para os likes – Quando falamos em redes sociais, usamos muito a palavra comunidade. Fazer das plataformas da marca isso mesmo envolve um cuidado e atenção especial ao que as outras pessoas nos dizem e mostram. Ao incentivar à identificação ou à utilização determinado hashtag que tenha sido criado de propósito para a marca,  gera-se conteúdo orgânico através dos próprios fãs para as respectivas plataformas, produz-se o incentivo a que outras pessoas o façam, e os consumidores são, de certa forma, embaixadores pontuais da marca.
  • Comentários: temos mesmo que responder? Sim. Mas não é um “sim” que gera respostas desenfreadas. Parece que não, mas há algumas que geram mais ponderação que outras – se conversar por e-mail a nível profissional já pode ser um caos, imaginem quem tem como parte do seu trabalho responder a e-mails e comentários no Facebook. Não ignorar é sempre um bom princípio. Interagir passa por duas fases, seja o “like” ou o comentário. Honestamente, depende muito do tom que a marca decide adoptar, tirar tempo para responder a reclamações, elogios, e questões que nos dizem respeito revela um cuidado com os utilizadores, e esse pode ser o factor que diferencia a marca da concorrência.

    O desafio da interação nas Redes Sociais não é fácil: ser pessoal, mas profissional, responsivo, mas consistente. Descontraído, mas confiável, construir laços de confiança com os consumidores, e saber reconhecer quando algo corre mal. Felizmente, há espaço para poder ser tudo isto.

 


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