Como segmentar os utilizadores de smartphones

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Tendo em contas as últimas tendências, não é surpreendente o facto dos smartphones terem tido um papel importante na passada época de compras natalícias.

Como segmentar os utilizadores de smartphones

68% dos utilizadores de smartphones planeavam usar estes dispositivos para efetuar as compras de Natal, segundo a pesquisa anual de férias da Deloitte. A pesquisa confirma ainda que estes consumidores gastam mais 27% do que os consumidores que não possuem smartphones.

Especialmente nesta época, os consumidores estão sobre uma forte carga sensorial, principalmente devido a todas as promoções e propagandas que lhes são comunicadas.

É por isso determinante que as marcas e empresas que vendem online, façam o targeting de todas as mensagens com base em situações de tempo real. Tentar persuadir o consumidor num momento que pode ser decisivo.

Se conteúdo irrelevante for empurrado para cima do consumidor, esta ação será percebida como publicidade intrusiva. A consequência disto é a má impressão que fica e que influencia de forma negativa o seu comportamento de compra.

As marcas precisam de analisar todo o comportamento transacional e dados demográficos recolhidos nesta temporada natalícia para começar a preparar um plano para o próximo Natal.

Contudo, já não basta adaptar as mensagens com base em compras, ações ou dados do passado.

Com os avanços nas previsões, na automação do marketing, e a possível integração dos diferentes canais (cross-channel), as marcas têm agora muito mais recursos relevantes para atingir os seus públicos.

Existem várias formas de segmentar o público-alvo, aqui seguem algumas das formas mais fortes  de segmentação para o público dos smartphones:

– Análises preditivas antecipam que tipo de clientes estão propensos a abandonar o seu carrinho de compras, bem como qual é a promoção mais persuasiva que incentiva os consumidores a prosseguir com a sua compra;

– Aproveitando os dados de localização e ferramentas de automação, podem-se direcionar os clientes que estão dentro de um shopping, mas ainda têm de percorrer até chegar à sua porta com um alerta de impulso,  ou com uma oferta personalizada para seduzi-los a dirigirem-se à sua loja;

– Aproveitando a big data, os comerciantes podem prever quem estará em  casa durante as férias. Tendo posteriormente a possibilidade de enviar informações, por exemplo, sobre os itens de decoração para casa, dicas, receitas festivas e trabalhando assim a interação com este tipo de consumidores;

– Os comerciantes podem “cortejar” os clientes que tenham um vasto leque de amigos nas redes sociais. Aproveitando a influência destas pessoas, propagam mais facilmente as mensagens por milhares de pessoas;

-Para os consumidores que compram muito antes do tempo, as campanhas devem ser pensadas com antecedência. Algumas pessoas não se importam de receber  ideias/ofertas no presente que só terão efeito por exemplo, nas férias de verão;

– Os comerciantes estão sempre a competir para oferecer o melhor negócio.  É, por isso, preciso segmentar o público mais ansioso com base na oferta que mais o motivará para fechar uma compra. Todos os consumidores são diferentes. Enquanto uns aliciam-se com descontos e promoções de todos os géneros outros apenas gostam de  descontos na alimentação diária;

– Algumas pessoas querem uma determinada marca , mas esperam que o preço desça, em seguida, compram uma grande quantidade. Geralmente, esse segmento de pessoas surge nas semanas seguintes ao Natal. Por esta razão os comerciantes precisam de implementar preços dinâmicos a um nível individual.

Os smartphones vieram revolucionar a forma como os consumidores interagem  e  se relacionam com as marcas.

A forma como as marcas se relacionam com os consumidores é o ponto de partida para os contornos deste relacionamento e, consequentemente, para a concretização de uma compra.

Comunicar através destes dispositivos é a forma mais íntima e rápida de chegar a um consumidor. Uma oportunidade que apesar de recente deve ser bem planeada. A proximidade, tem esta dualidade, seja para o bom como para o mau, chega-se ao íntimo do consumidor.


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