A decadência dos QR Codes

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Interpretados como uma grande revolução, os QR Codes vêem-se agora a entrar em decadência, mostrando números muito baixos de utilização.

A decadência dos QR Codes

Os QR Codes, códigos de barra de duas dimensões, criados para a indústria automóvel no Japão, começaram a ganhar destaque com os smartphones. O facto de haver a possibilidade de ao ler um código se ser encaminhado para um website ou aplicação, tornou os QR Codes uma solução muito popular junto dos utilizadores.

Hoje em dia, os QR Codes começam a entrar em desuso devido à fraca adesão por parte dos utilizadores, mas há marcas que ainda os utilizam nas suas campanhas conseguindo extrair estatísticas positivas e constatando a eficácia de um QR Code.

Em 2012, 97% das pessoas não sabia o que era um QR Code, sendo-lhes algo totalmente desconhecido. Já em 2014, apesar de mais pessoas saberem o que é um QR Code, apenas 21% das pessoas que utiliza um smartphone utilizam um leitor de QR Codes.

Apenas 2% das pessoas que já leram um QR Code o fazem diariamente, sendo que as restantes raramente leram um destes códigos ou apenas o fizeram uma única fez. Vê-se então uma baixa aderência à tendência dos QR Codes.

Contudo, o pouco sucesso desta tendência, admira grande parte das marcas e marketers, tendo em conta que esta funcionalidade permite a ligação entre o online e o offline.

Outro fator a observar é o crescimento exponencial do mercado dos dispositivos móveis que deveria refletir-se num crescimento, minimamente, igual ao da leitura de QR Codes.

Apesar disso e segundo algumas estatísticas, o número de leituras de QR Codes pouco tem alterado ou apresenta um crescimento quase nulo. Concluindo que quem lê estes códigos continuam a ser os utilizadores que o faziam desde o seu aparecimento.

Os marketers acham os QR Codes uma estratégia bastante interessante e eficaz. A sua implementação e o facto de os resultados poderem ser mensuráveis são duas grandes mais valias.

A verdade é que, apesar da leitura de QR Codes ser feita por um nicho de utilizadores, esta é feita de forma regular, aproveitando assim todas as vantagens desta funcionalidade.

Percebe-se, então, que os QR Codes não estão a cair totalmente, mas também não têm o sucesso esperado.

O seu sucesso está diretamente ligado à sua forma de utilização, pois quando utilizados com um objetivo específico eles surtem efeito, por outro lado as marcas que usam QR Codes apenas por ser tendência tendem a ter resultados baixos.

A decadência dos QRCodes

Na maioria das utilizações que as marcas fazem, estes códigos não são eficazes pois estão a ser mal utilizados pelas marcas, ou são colocados em locais sem wi-fi.

Ou seja, normalmente os códigos pouco eficazes estão colocados em locais com fraco acesso à internet, locais difíceis de chegar, como o topo de edifícios, ou em locais em que o tempo de exposição ao QR Code é pouco, como por exemplo anúncios televisivos.

Às vezes os QR Codes contêm links que não estão a funcionar corretamente ou levam a páginas que não estão otimizadas para dispositivos móveis, criando uma má experiência para o utilizador.

Mesmo quando as marcas utilizam corretamente os QR Codes, não sabem otimizá-los, já que são fontes ricas em estatísticas do utilizador e são uma das melhores formas de passar do offline para o online.

Contudo, a verdade é que a leitura de QR codes não é um processo intuitivo para os utilizadores, fazendo com que as estatísticas sejam menos positivas e que os utilizadores tenham uma má experiência, perdendo-se diversas possíveis leituras.

Os QR Codes estão a ser menos utilizados, mas já começam a existir alternativas mais eficazes e com uma utilização mais fluída como os URLs.

Nos dias de hoje qualquer pessoa escreve facilmente um URL no browser do telemóvel. Se as marcas criarem um URL curto e de fácil memorização a probabilidade de chegarem aos objetivos pretendidos é maior.

Estes URLs têm a vantagem de ser facilmente mensuráveis, sendo possível retirar diversas conclusões. A realização de um simples teste A/B para perceber de entre QR Codes ou URLs qual o mais eficaz, é uma boa forma de delinear uma estratégia para a marca.

Apesar da sua fraca utilização, os QR Codes podem trazer mais valias para as marcas, como proporcionar conversões ou ligar o seu lado offline com o online. Contudo, continuam a existir diversas práticas incorretas que conduzem a resultados negativos.

As marcas devem apostar em novas formas de chegar aos utilizadores através dos QR Codes, dando-lhes uma razão para efetuarem todo o processo de leitura do respectivo código.


2 Comentários a “A decadência dos QR Codes”

  1. Felipe Parra

    Gostaria de saber quem escreveu esta matéria para poder referenciar em artigos científicos.

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    • admin

      Olá Felipe,

      Pode referir a empresa SmartKISS noutros locais, coloque também o nosso link do site.

      Obrigado

      Responder

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