A Realidade das novas Realidades

Atualidade -

Para quem não é expert no assunto, muitas são as dúvidas quando se fala ou se vê um gadget de Realidade Aumentada (RA) ou de Realidade Virtual (RV).
Ambas pertencem a um mesmo ramo da tecnologia (a imersiva) mas têm bastantes diferenças, cujas vão ser explicadas no presente artigo. Vamos ainda apresentar uma terceira realidade, a chamada Realidade Mista (RM) – em inglês, Mixed ou Merged Reality.

Começando pela Realidade Aumentada, esta consiste na sobreposição, em tempo real, de conteúdos digitais ao nosso mundo. Estes podem ser gráficos, sons, sensações táteis ou até cheiros. A aplicação consegue adaptar-se ao livre movimento do utilizador, trazendo para o mundo real elementos 3D que não existem, a partir de óculos ou relógios, por exemplo.

É “apenas” necessário um dispositivo com câmera, poder de processamento e um software de realidade aumentada instalado. A câmera realiza a captura da imagem real e, por meio de um marcador especial ou coordenada geográfica, renderiza o objeto 3D no ecrã do dispositivo, dando ao utilizador a sensação de que o objeto está realmente no local.

A RA tornou-se famosa com o fanático jogo Pokémon GO, onde criaturas aparecem no nosso escritório, e com o Google Street View, que permite explorar locais em qualquer parte do mundo, sem sair de casa. Outro exemplo de RA é o dispositivo Google Glass que, quando colocado nos olhos, disponibiliza uma pequena tela acima do campo de visão com mapas, opções de música e previsão do tempo. Consegue ainda iniciar chamadas de vídeo, tirar fotos e partilhá-las imediatamente na Intenet.

Por outro lado, a Realidade Virtual usa técnicas para permitir aos utilizadores a simulação artificial de imersão total num ambiente 3D, conseguindo-se visualizar uma interface tridimensional complexa e interagir, por ações e movimentos. Certamente já viu ou colocou uns óculos quadrados que mostram um mundo diferente, criado a partir de um computador, transportando-o para um ambiente virtual.

O uso desses óculos especiais mostram duas imagens 2D, uma para cada olho, com algumas subtis diferenças que são interpretadas pelo cérebro como uma imagem 3D. Para uma imersão completa o utilizador deve usar fones, acrescentando-se o som ambiente, e mover-se, de modo a que sua visão virtual acompanhe a sua deslocação.

Esta tecnologia e aparelhos vão ser cada vez mais utilizados para lazer, na indústria de jogos eletrónicos (já existe, por exemplo, a PlayStation VR) e na educação, ensinando às crianças a teoria ao mesmo tempo que visualizam algo que não conseguiriam ver e sentir numa página de um manual como, por exemplo, a parte de dentro de um vaso sanguíneo, pisar outro planeta ou conhecer uma cultura do outro lado do mundo, numa casa indiana, e tudo isto sem sairem da sala de aula!

Embora seja a menos conhecida das três, por ser difícil implementar-se em termos tecnológicos, apresentamos também a Realidade Mista. Esta cria interação entre objetos reais e virtuais. É similar à RA mas, em vez de sobrepor um plano virtual ao real, reconhece o ambiente real (objetos, formas e posições) e projeta uma imagem num mundo virtual 3D. A RM consegue, por exemplo, identificar num quarto as paredes em ângulo e móveis, simulando no ecrã do dispositivo um objeto virtual, por exemplo, entre uma cadeira e uma parede, conforme o desejo do utilizador.

Em suma, apresentamos o esquema explicativo das três tecnologias, de acordo com a Intel:

Apesar de ainda estarem pouco presentes no nosso quotidiano, estas tecnologias vão ser promissoras num futuro próximo. Para já, temos de estar atentos a mais avanços e aplicações; mentalizarmo-nos e prepararmo-nos que estas realidade vão, certamente, ser o dia a dia das próximas gerações; e irmos testando o que há disponível, nem que seja em showrooms da Fnac, Worten e afins!


Partilhe a sua opinião