Design: o paradigma atual

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Um dos grandes danos colaterais do Responsive Design passa pela generalização dos layouts que agravam a semelhança entre websites. Este fator relaciona-se com a crescente utilização de programas de Framework como bootstrap.

Contudo, não devemos culpá-lo singularmente. A grande evolução na personalização do WordPress em conjunto com a explosão do mercado de templates e temas, em muito dificultam a indústria da programação e criatividade no desenvolvimento de projetos inovadores e diferenciadores.

Ainda assim, ser similar também não é propriamente mau. Isto porque ao longo dos anos alterámos em muito a forma como consumimos a Web, da qual resulta a origem de vários padrões de UI Design.

Tenhamos em conta a funcionalidade de checkout num site de e-commerce. Será sempre um checkout e deve funcionar como tal. O mesmo se passa com o sistema de login. Por exemplo, um site de e-commerce certamente não ficaria bem com uma single-page com scroll infinito.

O briefing deve por isso ser estudado e compreendido de forma a resolver todas as questões da melhor forma possível, mantendo sempre como prioridade a usabilidade e eficácia.

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Não existe a real necessidade de se reinventar a roda. Os padrões de UI devem, na sua essência, conduzir os utilizadores através de experiências suaves, de rápida perceção e interpretação. 

Em voga, estão também as “animações ricas” fruto da evolução do CSS3, cada vez mais utilizadas com o próprio objetivo de enaltecer uma história, tornando a experiência do utilizador mais intuitiva, interessante e agradável.

Contudo, a utlização excessiva ou errada de animações pode não acrescentar, personalizar ou retratar a história como pretendido e nesse caso, apenas adiciona ruído visual tornando negativa a experiência do utilizador.

Falemos agora de “micro-interações”. Estas ocorrem a todos os instantes em nosso redor. Desde o simples gesto de desligar o alarme do seu telemóvel a fazer like naquela foto gira do gato da amiga, está na realidade a interagir com o interface.

As micro-interações tornaram-se “virais” na conceção, desenvolvimento e realização de qualquer projeto de Design. O aperfeiçoamento destas interações passou a estar no “top of mind” de todos os projetos de Design Digital.

Gradualmente, estas ações conduzem os utilizadores por um caminho centrado na experiência. Este conceito de tornar os dispositivos mais parecidos com os humanos em momentos específicos é a chave para a compreensão e aceitação da usabilidade.

Em 2014, a Google lançou um novo projeto denominado Material Project: Uma alternativa rica para o Flat Design.

O projeto consiste na utilização de efeitos de sombra e novos conceitos de movimento e profundidade com o propósito de criar modelos e ambientes mais realistas para o utilizador.

Sendo assim, podemos dizer que o seu principal objetivo é criar um design limpo e modernista concentrado no UX.

Esta tendência tem sido cada vez mais adotada e aplicada nos diversos setores e, se na essência da questão, colocarmos em primeira linha de preocupação a Experiência do Utilizador, então esta alternativa deve ser mais trabalhada e aperfeiçoada.

Vejamos agora a moda das modas. Sim, estou a falar do Responsive Design. Seguro será dizer que se tornou incrivelmente popular nos últimos anos devido ao enorme aumento do uso da internet móvel. 

Contudo, será pretencioso dizer que não irá sofrer uma evolução significativa em breve? Ao fim e ao cabo, representa uma forma relativamente simples e barata para as empresas de construir um site device friendly totalmente funcional.

Obviamente que o Responsive Design traz alguns problemas se não for desenvolvido corretamente, sendo que a sua performance é obviamente o mais importante.

Será justo referir que o Responsive Design se tornou menos tendência e mais uma prática que ajudou os Designers a encontrar formas mais inteligentes de contornarem problemas de velocidade.

Não existem dúvidas quanto à sua utilidade e versatilidade mas deve por isso ser também extremamente rápido na entrega de uma experiência memorável para o utilizador.

Não podemos ainda esquecer outros pequenos apontamentos que podem, de facto, vir a surpreender-nos num futuro muito próximo,tais como:

1) Sombras longas, que tragam mais profundidade ao flat design;

2) Paletas de cores mais vibrantes, algumas das frameworks mais populares seduziram muitos utilizadores a usá-las no desenvolvimento dos seus projetos;

3) Tipografias simples, ao fim e ao cabo temos e devemos de zelar pela legibilidade do texto;

4) Botões fantasma, estes cumprem a sua função da mesma forma mas não distraem o utilizador do seu objetivo inicial;

5) Por fim o minimalismo, criar um ambiente fresco reduzindo o número de elementos, facilitando a navegação e tornando evidente a função pretendida. 

As ditas tendências não devem ser seguidas apenas porque estão em voga mas sim se de facto defenderem o interesse e a funcionalidade de um determinado propósito. Estas funcionam como ferramentas e ideias de suporte no desenvolvimento de um bom interface e de uma experiência intuitiva e fluída do utilizador. 


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